quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Taking change

Em um final se semana que eu estava em Cascavel, sexta-feira, fiquei eu e a televisão (a cabo haha) como sempre. Começei a passar pelos canais tentando descobrir o que eu queria assistir, foi ai que eu encontrei um filme começando. E como eu estava mesmo de bobeira resolvi assistir e não me arrependi. Era um filme sobre guerra, mas não mostrava nenhuma luta. Ele mostrava como lidamos (os que ficam) com as consequencias das guerras, ou seja, com seus mortos.
E quando eu fui pesquisar na net sobre o filme, me deparei com o comentário de um senhor de 60 anos (Willis Faria), que fala exatamente o que eu gostaria de dizer sobre o filme, sendo assim, peço licença, pois vou transcreve-lo aqui. Ha, o nome do filme em português é O Retorno de Um Herói.
O filme é baseado em uma carta escrita pelo tenente-coronel Michael Strobl, um fuzileiro naval que se ofereceu como voluntário para levar os restos mortais de um garoto de 19 anos, morto na guerra do Iraque, de volta à sua família em uma pequena cidade do estado de Wyoming. Trata de um dos filmes mais poderosos feitos sobre o Iraque e que "essa força não vem do melodrama ou de declarações políticas, mas simplesmente por sua realidade e execução". Sem pensar duas vezes é o filme que mais humaniza, mais faz alguém respeitar os soldados que morrem em guerra, não importa por quais motivos a mesma começou. Um começo simples, só um Coronel, que sempre acompanhava a lista dos soldados mortos, resolve se voluntariar pra escoltar um soldado de sua cidade natal. Mas é uma história muito maior que apenas isso, que toca e emociona qualquer um que entenda a dedicação desses mortos. Por todo o trajeto, da base área na Alemanha até chegar ao local de enterro. O Coronel testemunha diversas demonstrações de respeito, vê que as pessoas dão valor aos sacrifícios que esses jovens fazem por seu país, e fazem por paixão e honra, já que o soldo é insignificante. Várias cenas são de travar a garganta, onde carros na estrada seguindo o rabecão com o farol aceso, nada comove mais que a descrição do Sargento que estava na hora da morte do Phelps. É uma produção simples, mas com roteiro excelente, trilha sonora diferenciada, bela fotografia, e ótimas atuações, principalmente de Kevin Bacon, em uma interpretação impecável.




"A guerra é sempre uma derrota da humanidade."
Papa Jõao Paulo II

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