Hj eu acabei indo no cinema pra assistir Tropa de Elite 2, que eu ainda não t
inha conseguido ver.
Sabe gostei muito do que vi. Eu vou colocar aqui uma nota que eu acabei lendo no site Cine Pop, antes de ver o filme e após farei os meus comentários.(http://www.cinepop.com.br/criticas/tropadeelite2_101.htm)
Em 'Tropa de Elite', filme sucesso de José Padilha, fica-se com duas sensações: primeiro, o trabalho é um marco no cinema brasileiro; pela primeira vez um filme sobre a violência é narrado pelo ponto de vista dos policiais. Segundo, vivemos em um país violento, e não temos para onde correr! (concordo inteiramente com com essas duas ideias)
Wagner Moura retoma o personagem mais marcante de sua carreira, o capitão Nascimento. Dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e coloca o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos. (O que é revoltante, pois parece que nunca acaba, quando um bandido morre assume outro)
Com o peso de fazer jus ao primeiro longa, 'Tropa de Elite 2' cumpre a missão dada. A violência e a corrupção na polícia continua em pauta, mas desta vez a trama elobora assuntos mais ambiciosos e assustadores.
Ao invés de culpar os riquinhos que compram drogas e financiam o tráfico no país, mesmo que usando apenas uma carreira de pó, a sequência vai além e começa a mostrar que o buraco é mais em cima: os políticos usufruem de qualquer situação para conquistar dinheiro e fama, e recebem apoio dos demais corruptos. (O que é extremamente revoltante, mas não deixa de ser verdade)
Moura continua roubando a cena, e está ainda mais à vontade com o personagem que o consagrou. Seu talento é indiscutível. André Ramiro e Milhem Cortaz também retornam como André Matias e Capitão Fábio, e continuam em atuações dignas e talentosas. (Achei o Moura sensasional, as expressões dele são magnificas, a perplexidade, quando ele percebe as coisas é chocante e apartir dai o que fazer?)
O roteiro de Braulio Montovani, mais complexo e polêmico, traz de volta todos os acertos do original, como as frases de efeito que cairam no gosto popular. "Pede pra sair”, "O Senhor é um fanfarrão" e "Faca na caveira, nada na carteira" dão lugares a novas frases que devem conquistar o público, como "Tá de pomba-girice comigo?" e "Quer me foder? Me beija".
Padilha continua corajoso e ousado na direção, e repete a fórmula usada no primeiro além de adicionar elementos de seu premiado documentário 'Ônibus 174', de 2002. (Este eu ainda não assisti)
Para muitos, 'Tropa de Elite 2' será o blockbuster de ação do ano, com direito a efeitos especiais importados, cenas de ação mirabolantes e um enredo inteligente. (O que são as cenas de execusões, muito reais) Mas no fundo, é muito mais. Um retrato frio e cruel, porém realista, da nossa realidade.
Afinal, "Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção".
É com essa frase que começa o filme, mas eu acho que não há mera semelhança, e sim a mais pura e nua verdade. O filme termina de uma maneira simples, mas que pode dar a entender que haverá um terceiro filme (pois qual será o destino do Capitão agora expulso, caçado e perseguido) ou ainda que a vida continua e assim os heróis desaparecem com a rotina e o esquecimento.

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